segunda-feira, 20 de julho de 2015

"A família se realiza no amor": propõe o Hora da Família 2015

Hora da Família 2015: "Famílias que vivem esta qualidade do amor são plenamente vivas"

Sete encontros são propostos pelo "Hora da Família", edição 2015. O material foi preparado especialmente para as famílias, jovens, crianças, casais de namorados, noivos; com a proposta de celebrar o amor como primeira missão de cada pessoa. Com a aquisição do subsídio as comunidades irão celebrar na unidade, por todo o Brasil, a Semana Nacional da Família, de 9 a 15 de agosto.
A edição deste ano do "Hora da Família" está em sintonia com o tema do Encontro Mundial das Famílias, que ocorrerá no mês de setembro, na Filadélfia, com a presença do papa Francisco. Propõe para reflexão "O amor é a nossa missão: a família plenamente viva".
O tema do "Hora da Família recorda que o homem e a mulher se realizam no amor. Durante os encontros, será possível entender que as famílias que vivem o amor são plenamente vivas e, assim, sendo este "o melhor caminho para encontrar o verdadeiro amor, fonte inesgotável de alegria e de realização".
Conheça o "Hora da Família"
Nestas últimas semanas que antecedem a Semana Nacional da Família, as lideranças da Pastoral Familiar, casais coordenadores, membros de pastorais, agentes de comunidades, são convidados a colaborar na divulgação do subsídio. Desta forma, as famílias terão acesso ao material e poderão celebrar em comunidade a Semana da Família, com o apoio do subsídio.

O material traz uma linguagem acessível, com temas motivadores para cada encontro, além de sugerir músicas e momentos de reflexões em família. O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa convida a todos para celebrar a família: "Quero lembrar que o amor é a nossa primeira missão. Por isso, gostaríamos que você conhecesse o subsídio "Hora da Família", como uma forma de animar toda a vida familiar na sua diocese, paróquia e comunidade".
Celebrar a família
Sobre a celebração da Semana Nacional da Família, no próximo mês, o assessor nacional da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), padre Moacir Silva Arantes, comenta que trata-se de um momento valioso para testemunhar publicamente os valores da família.
"É preciso reconhecer o valor da vida e da família. Só assim perceberemos como vale a pena lutar, trabalhar, esforçar-se em favor de ambas. Aproxima-se, neste segundo semestre, a Semana Nacional da Família. É uma oportunidade de demonstrarmos, como Igreja e como cidadãos, não só aquilo que cremos, mas também aquilo que desejamos para nossas famílias, para nossas cidades e para nosso país", pontua o sacerdote.
"O subsídio Hora da Família busca abranger todos os aspectos da vida familiar, especialmente aqueles que são mais desafiadores. Os temas deste ano vão trabalhar o amor, que é a nossa primeira missão", explica dom João Bosco.
Confira os encontros deste ano
1º Encontro - Gerados no amor de Deus
2º Encontro - Sexualidade: Dom de Deus
3º Encontro - Homem e mulher construindo um matrimônio santo
4º Encontro - Criando o futuro
5º Encontro - Todo o amor dá frutos
6º Encontro - Família, esperança de Deus para o mundo
7º Encontro - Igreja, mãe e mestra
Celebração - Reconciliação e Paz
Celebração - Fidelidade e perseverança
Celebração - Fecundidade conjugal e familiar
Celebração - Vida consagrada e familiar

segunda-feira, 23 de março de 2015

Onde não há misericórdia não há justiça, diz Papa em homilia

Francisco voltou a abordar o tema da misericórdia durante a Missa da manhã desta segunda-feira na Casa Santa Marta
Onde não há misericórdia não há justiça. Tantas vezes, o povo de Deus sofre um julgamento sem misericórdia. Essa foi, em síntese, a homilia do Papa Francisco durante a Missa desta segunda-feira, 23, na Casa Santa Marta.
Francisco falou de três mulheres e de três juízes: uma mulher inocente, Susana; uma pecadora, a adúltera; e uma pobre viúva necessitada. “Todas as três, de acordo com alguns Padres da Igreja, são figuras alegóricas: a Santa Igreja, a Igreja pecadora e a Igreja necessitada”, explicou.
Os três juízes são ruins e corruptos, observou o Papa. Escribas e fariseus julgaram a mulher adúltera, tinham dentro do coração a corrupção da rigidez; sentiam-se puros, porque observavam rigorosamente a lei. Mas essa rigidez os leva a uma vida dupla, explicou Francisco.
“Esses que condenavam essas mulheres, depois, iam procurá-las, em segredo, para se divertir um pouco. Os rígidos são – uso o adjetivo que Jesus lhes deu – hipócritas: eles têm vida dupla. Aqueles que julgam a Igreja – todas as três mulheres são figuras alegóricas da Igreja – com rigidez têm vida dupla. Com a rigidez nem mesmo se pode respirar”.
Depois, há os dois juízes idosos que chantageiam uma mulher, Susana, para que se entregasse a eles, mas ela resistiu. Tais juízes tinham a corrupção do vício, neste caso, a luxúria. Por fim, o outro juiz interpelado pela pobre viúva. Ele era um homem de negócios e não temia a Deus, não se preocupava com ninguém. Francisco destacou que os três juízes não conheciam a misericórdia.
“A corrupção os distanciava da compreensão da misericórdia, de serem misericordiosos. E a Bíblia nos fala que, na misericórdia, se encontra o justo do juízo. E as três mulheres – a santa, a pecadora e a necessitada, figuras alegóricas da Igreja – padecem desta falta de misericórdia. Hoje, também o povo de Deus, quando encontra estes juízes, é julgado sem misericórdia, seja no civil, seja no eclesiástico. E onde não há misericórdia não há justiça”.
Francisco lembrou, por exemplo, que quando o povo de Deus se aproxima voluntariamente para pedir perdão, muitas vezes, encontra alguém assim: os viciados, que são capazes de tentar abusar deles, e este é um dos pecados mais graves; os mercadores, que não dão esperança; e os rígidos, que punem nos penitentes aquilo que escondem na própria alma. Tudo isso se chama “falta de misericórdia”, afirmou o Papa.
“Queria somente dizer uma das palavras mais bonitas do Evangelho que me comove tanto: ‘Ninguém te condenou?’ – ‘Não, ninguém, Senhor’ – ‘Tampouco eu te condeno’. ‘Tampouco eu te condeno’ é uma das palavras mais bonitas, porque está cheia de misericórdia”.

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PRESTAÇÃO DE CONTAS DA PAROQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, SÃO MAMEDE - PB

PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MÊS DE JANEIRO 2015
                           Entradas
Dízimo
12.546,00
Coletas
1.036,00
Subtotal da Entradas
13.582,00
Resultado Final da Festa de São Sebastião
27.811,97 
Doação Avulsa (Apostolado, kit de batismo)
1.092,00
Livros Novena de Natal
252,00
Total das Entradas
42.737,97
                                           Despesas
Folha de pagamento dos funcionários referente ao mês de Janeiro e férias da funcionária Francisca Marta
2.263,62
Encargos Sociais referente ao mês de Janeiro
1.235,25
12% da Cúria Diocesana
1.684,80
Côngrua do Padre referente ao mês de Janeiro
2.364,00
Feira da Casa Paroquial
596,60
Internet referente ao mês d Janeiro
65,00
Contas de Água (Casa, Salão, Secretaria, Capela e Igreja Matriz)
323,17
Conta de Luz (Capelas e Secretaria)
293,04
Telefone da Casa Paroquial (OI e Embratel)
209,06
Concerto do violão
170,00
Material de Expediente da Secretaria
285,15
Compra de Carne para a Casa Paroquial
223,00
Compra de frutas e verduras para a Casa Paroquial
270,00
Material elétrico (reatores, lâmpada, plugs e cabos)
220,00
Agua Mineral (Casa, Secretaria, Salão Paroquial e Capela)
155,50
Confecção de um quadro do Papa Francisco para a Secretaria
37,00
Ajuda a pessoa Crente
300,00
Combustível do carro da Paroquia
430,41
Compra dos livros Novena de Natal
150,00
Pagamento a THEÒS informática
77,50
Lavagem das alfaias da Igreja Matriz
40,00
Recarga do celular para as ligações da secretaria
35,00
Compra de um botijão de gás para a cozinha da Capela São Sebastião
40,00
Compra de um saco de carvão para as novenas
15,00
Compra de uma agenda para anotações de intenções de missas
65,00
Material litúrgico (partículas e incenso)
214,00
Lavagem de 150 toalhas usadas nos nove dias do pavilhão de São Sebastião
150,00

Compra de Transmissor qualificar as transmissões das missas via internet
220,46
Viagens de Patos a São Mamede e dentro da cidade
22,00
Compra de fita adesiva
2,50
Despesas
12.157,06


                                              Resumo
Entradas
42.737,97
Despesas
12.157,06
Saldo Parcial
30.580,91
Saldo Anterior (em caixa e banco)
                                        112.036,02
Saldo do Mês Anterior (em caixa)
                                          11.795,42
Conta Poupança Atual (Banco do Brasil)
164,05
Conta Corrente (Banco Brasil)
25.820,94
Aplicação Financeira (Banco Brasil)
                                        100.845,47
Valor em Caixa
16.635,33
Saldo a Conferir
143.465,79
Fonte: Pascom São Mamede

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Papa: não há lugar no clero para quem abusa de menores

Francisco envia carta sobre Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, pedindo colaboração de bispos e religiosos para combater a chaga do abuso sexual contra menores
Francisco pede colaboração para acabar com o abuso de menores / Foto: Arquivo
O Papa Francisco pede a colaboração de bispos e religiosos com a Comissão para a Proteção dos Menores, a fim de que seja garantida a segurança de crianças e adultos vulneráveis. Em carta divulgada nesta quinta-feira, 5, Francisco reitera a firme posição sobre o assunto: “não há lugar no ministério para aqueles que abusam dos menores”.
A carta foi enviada aos presidentes das Conferências Episcopais e superiores dos institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica, falando a respeito da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, instituída em março de 2014.

Em julho do mesmo ano, o Pontífice se encontrou com pessoas que sofreram abusos sexuais por parte de sacerdotes (Leia Aqui).  “Isso me confirmou na convicção de que é preciso continuar a fazer tudo possível para erradicar da Igreja a chaga dos abusos sexuais de menores e abrir um caminho de reconciliação e de cura em favor daqueles que foram abusados”, escreve o Santo Padre na carta.
Francisco acredita que a Comissão será um instrumento eficaz para ajudá-lo a animar e promover o empenho de toda a Igreja em colocar em ação medidas necessárias para garantir a proteção dos menores e adultos vulneráveis.
O Santo Padre quer que as famílias saibam que a Igreja não economiza esforços para proteger seus filhos e têm o direito de dirigir-se a ela com confiança, porque ela é uma casa segura. “Não poderá, portanto, ser dada prioridade a outro tipo de consideração, de qualquer natureza que seja, como, por exemplo, o desejo de evitar o escândalo, porque não há, absolutamente, lugar no ministério para os que abusam dos menores”.
Também é preciso, segundo o Papa, cuidar para que se dê plena atuação à Carta Circular Congregação Para a Doutrina da Fé, de 3 de maio de 2011, para ajudar as conferências episcopais em preparar orientações para o tratamento dos casos de abusos sexuais contra menores por parte dos clérigos.
Aos bispos e superiores, Francisco indica a tarefa de verificar que nas paróquias e outras instituições da Igreja seja garantida a segurança dos menores e adultos vulneráveis. Ele pede programas de assistência pastoral, que possam contar com serviços psicológicos e espirituais.
“Os pastores e os responsáveis pelas comunidades religiosas sejam disponíveis ao encontro com as vítimas e seus entes queridos: trata-se de ocasiões preciosas para escutar e para pedir perdão a quantos sofreram tanto”.

O apego que faz sofrer

Sofremos muito nesta vida porque gastamos muito tempo correndo atrás de coisas transitórias, que não satisfazem o nosso coração. Só o que está acima de nós pode nos satisfazer, não o que está abaixo, a matéria e as paixões.
Deus dispôs tudo neste mundo de modo que nada fosse durável para sempre. Qual seria o desígnio de Deus nisso?
Cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, acordar, tomar banho, alimentar-nos, etc.
Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do coração e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete sem cessar suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório nesta vida… nada imperecível.
Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha, Todo dia que nasce logo se esvai… e assim tudo passa, tudo é transitório.
Compra-se uma camisa nova, e logo já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e desgastado… e assim por diante.
Por que será? Qual a razão de nada ser duradouro?
A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A marca da vida é a renovação.
A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que Deus nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna, perene, muito melhor.
Santo Agostinho perguntava: “De que vale viver bem, se eu não puder viver para sempre?”
Se não entendermos e não aceitarmos esta realidade, sofreremos muito nesta vida, pois estaremos o tempo todo, a vida toda, lutando desesperadamente contra esta lei inexorável: tudo passa.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, ouça Deus dizer: “Não se prenda a esta vida transitória. Prepare-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia.”
Isto mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence.
Muito sofre quem se apega a este mundo e às criaturas, achando que não vai ter fim, e pensando que aqui poderá ter toda a felicidade, ou que poderá construir o céu na terra.
Aquele que se apega às coisas e a este mundo, sente que a cada passo, as coisas são como que arrancadas das suas mãos pela vida. Então, quanto menos apego melhor. Quanto menos você se apegar às coisas e às pessoas, menos você sofrerá. Mais livre será.
Com a precariedade da vida e de tudo o que nos cerca, Deus nos ensina, diária e constantemente, que tudo passa e que não adianta querer construir o céu aqui nesta terra.
(trecho retirado do livro: Sofrendo na Fé – Editora Cléofas)

Meditando o Pai-Nosso

“A oração dominical (Pai-Nosso) é a mais perfeita das orações. Nela não só pedimos tudo quanto podemos desejar corretamente, mas ainda segundo a ordem em quem convém deseja-lo. De modo que esta oração, não só nos ensina a pedir, mas ordena também todos os nossos afetos”. (Santo Tomás de Aquino)
De pecadores que somos, mas perdoados em Cristo, podemos levantar os olhos para o Pai e dizer “Pai Nosso!” A “Oração perfeita” brotou do coração de Jesus quando um dos discípulos pediu-lhe que os ensinassem a rezar (Lc 11,1).
São pedidos perfeitos ao Pai. Saudamos a Deus como Pai – uma ousadia de amor – e lhe fazemos três pedidos para a Sua Glória e realização de Sua Santa Vontade, e mais quatro pedidos para nossas necessidades.
Santo Agostinho disse que o Pai-Nosso é a síntese do Evangelho: “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na Oração do Senhor.” De um lado Jesus nos ensina uma “vida nova”, por palavras, e por outro lado nos ensina a pedi-la ao Pai na oração, para a podermos viver.
É a oração dos filhos de Deus, que deve ser rezada com o coração, na intimidade com o Pai, para que se torne em nos “espirito e vida”; pois o Pai enviou aos nossos corações o Espirito do Seu Filho que clama em nós Abba, Pai. (Gl 4,6), e nos fez seus filhos adotivos em Jesus Cristo.
O Catecismo diz que “A oração dominical é a mais perfeita das orações… Nela, não só pedimos tudo quanto podemos desejar corretamente, mas ainda segundo a ordem, em que convém deseja-lo. De modo que esta oração não só nos ensina a pedir mas ordena também todos os nossos afetos” (§2363).
No Pai-Nosso Jesus revela que conhece as nossas necessidades e as revela a nós. É uma oração da comunidade, pois não dizemos “Meu Pai”, mas “Pai Nosso”.
É Jesus quem nos dá a ousadia de chamar Deus de Pai, porque só Ele, “depois de ter realizado a purificação dos pecados (Hb 1,3), pode nos introduzir diante da face do Pai: “Eis me aqui com os filhos que Deus me deu” (Hb 2,13). Chamar a Deus de Pai é a oração do Espírito Santo em nós. “Não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Abba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus” (Rm 8,15-16). Isto nos leva a ter diante do Pai um simplicidade sem rodeios, uma confiança filial, uma segurança jovial e uma audácia humilde, porque tem certeza de ser amado” (cf. CIC §2778).
Quem é o Pai? Jesus disse que “ninguém conhece o Pai senão o Filho e a quem o Filho quiser revelar” (Mt 11,27); especialmente aos pequeninos (Mt 11,25).
Orar ao Pai é entrar no seu mistério, como Ele é, como Jesus o revelou. A glória de Deus é que nós o reconheçamos como Pai. Demos-lhe graças por nos ter revelado isso e ter-nos concedido, crer Nele e por sermos habitados por Ele (1 Cor 3,16). Ele nos fez renascer para a Sua vida, adotando-nos como filhos em Jesus Cristo – “filhos no Filho” – pelo Batismo. Assim nos incorporou no Corpo do Seu Filho e pela Unção do Espírito Santo nos fez de nós cristãos. Por isso podemos chamar Deus de Pai. Pode haver alegria e honra maiores? Isto exige de nós uma atitude de filhos, e não de escravos ou mercenários.
São Cipriano de Cartago (210-258), no seu Tratado sobre a Oração do Senhor, diz:
“O homem novo, renascido e, por graça, restituído a seu Deus, diz, em primeiro lugar, Pai!, porque já começou a ser filho. “Veio ao que era seu e os seus não o receberam. A todos aqueles que o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, aqueles que creem em seu nome.” (Jo 1,12). Quem, portanto, crê em seu nome e se fez filho de Deus, deve começar por aqui, isto é, por dar graças e por confessar-se filho de Deus ao declarar ser Deus o seu Pai nos céus.”

Igreja motiva para Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas

O papa Francisco convocou para o próximo domingo, 8, o Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. A iniciativa tem como tema: "Acenda uma luz contra o tráfico de pessoas". É promovida pelos Pontifícios Conselhos dos Migrantes e da Justiça, em parceria com a União Internacional dos Superiores Gerais.
Na data é celebrado o dia de Santa Bakhita, canonizada em 2000 por São João Paulo II. De origem africana, Josefina Bakhita foi raptada ainda na infância para ser escrava na Europa. Após quase 20 anos de maus-tratos e humilhações, foi entregue a uma família que decidiu levá-la à sua terra natal, deixando-a com as Irmãs Canosianas, ordem na qual se firmou.
A oração proposta pela Rede Internacional da Vida Consagrada contra o tráfico de pessoas Talitha Kum faz parte dos materiais que pretendem ajudar na reflexão sobre uma realidade apontada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na Campanha da Fraternidade de 2014, cujo tema foi "Fraternidade e Tráfico Humano".
Programação
Em Roma, estão previstas atividades no decorrer da semana. Amanhã, dia 3, haverá uma entrevista coletiva com o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz; os representantes do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, cardeal Antonio Maria Veglió, e do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Peter Kodwo Appiah Turkson; e da diretora da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o tráfico de pessoas Talitha Kum, irmã Gabriella Bottani.
Na sexta-feira haverá uma Vigília de Oração, com os objetivos de "transformar a mente e o coração, rompendo com a superficialidade e a indiferença que impedem de reconhecer em cada pessoa um irmão e uma irmã" e de "dar esperança aos que vivem o drama do cuidado de pessoas, para que não se sintam sozinhos", entre outros.
No domingo, dia de Santa Bakhita, o cardeal João Braz de Aviz presidirá uma missa em memória das 21 milhões de vítimas do tráfico para diversos fins, como exploração sexual, trabalho forçado, tráfico de órgãos e adoções ilegais, segundo o Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Escritório da Organização das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (Unodc).
Iniciativa
Um site preparado para o Dia Internacional de Oração e reflexão contra o tráfico de pessoas propõe que seja acesa uma vela simbolizando o pedido para que o tráfico tenha fim. No endereço podem ser compartilhados testemunhos "de esperança e liberdade".
Fonte: CNPF com CNBB.

O AMOR NA FAMÍLIA


A família muda, mas o amor permanece, não há família, mas famílias, por isso se faz urgente reconhecer a beleza, a autenticidade e a bondade que é formar uma família, mesmo nas diferenças.

Irene, 64 anos A fé e o amor nutrem esta mãe de família para enfrentar as dificuldades que a vida lhe impõe. O esposo teve os movimentos físicos e a locomotividade reduzidos em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O filho de 24 anos sofre de transtorno bipolar. A filha, 20, divorciada, retornou à casa dos pais, desempregada e com dois filhos. Temendo discriminação, Irene e a filha afastaram-se da Igreja. Irene vive preocupada, a ansiedade à flor da pele. “Não posso abandonar minha família, no seu pior momento”, desabafou, outro dia. Embora tenha abandonado a Igreja, Irene ainda espera,  diariamente, em vão, a visita de irmãos da comunidade. 

Lino e Rose, 62 anos Casados há 35 anos, participaram de grupos de casais na sua comunidade e trabalharam na preparação de noivos para o Sacramento do Matrimônio. Há três anos ficaram sabendo que a filha, de 27 anos, é homossexual.  Afastaram-se para esconder e proteger a nova realidade familiar, criada com a descoberta da opção sexual da filha. Em profundo sofrimento, acolhem a filha. No entanto, esconderam-se da sociedade, da qual temem críticas e preconceitos, caso a homossexualidade da filha se torne pública. 

Família, berço da acolhida  Em cada ser humano, há semelhanças com seu Pai. O dom e a capacidade de amar é uma dessas semelhanças. Porém, o dom de programar a personalidade e as escolhas dos filhos Deus não delegou aos pais biológicos. Deu-lhes, no entanto, a capacidade de amar e acolher, acolher os filhos como são. E é isso que cada filho espera. Ser acolhido, em família, como é. 
O acolhimento confiado aos pais é desafiador.  Acolher o filho certinho, estudioso e trabalhador é cômodo. Acolher o filho rebelde, inquieto, que deslizou para algum vício, desafia, e muitas vezes debilita o amor familiar.
A família, com ou sem dilemas, é à base da decolagem do filho, e sua vida é a viagem.
Filhos com problemas, como os hiperativos, os com déficit de atenção, os depressivos, os dependentes químicos, desorganizam a emoção e a estabilidade familiar.
Queixa-se, tristemente, dona Mariazinha, 72 anos, sobre os dois filhos que descasaram e são dependentes do álcool, cujas vidas estão sendo consumidas pela cirrose. Já foram tratados e internados, mas o problema persiste. Resta-lhe, sempre, e apenas, tentar outra vez.
A acolhida não escolhe a quem acolher; ela acolhe quem dela prescinde. Um dia os pais terão filhos perfeitos? Não!  Acolher seus dons e defeitos é a escolha, hoje e sempre. Pais, o amor ultrapassa julgamentos, críticas, preconceitos. E é a base que viabiliza, através da acolhida, a prevenção da saúde emocional dos filhos. 
Filhos descasados, recasados, homossexuais, com síndromes e dependências precisam encontrar, na família, o amor curador. Do contrário, vão às ruas, onde encontrarão acolhidas, porém acolhidas perversas e destruidoras. Jesus mostrou o caminho: “Se alguém for inocente, atire a primeira pedra”.
 
Igreja, berço da inclusão – A Igreja recebeu o legado de ser mãe amorosa, orientadora, acolhedora, ajudando na inclusão dos filhos no regaço materno.
A Igreja não rejeita seus filhos.  Nas comunidades, porém, há irmãos rígidos, preconceituosos, desamorosos, que acabam excluindo, do seu convívio, padrões de comportamento diferentes dos seus. Lembremos que Jesus não tolerava os fariseus, mas ele incluía, em sua vida, os pecadores, os cobradores de impostos e até as prostitutas.          
A Igreja Mãe tem sabedoria e amor. Ela está atenta às persuasivas ideologias consumistas e à fragilidade dos valores morais e espirituais, os quais debilitam a ética do convívio social. 
A Igreja Mãe, neste Sínodo da Família, é convocada a acolher, orientar e incluir as histórias humanas. A Igreja Mãe vive o apelo à misericórdia, à compaixão e à inclusão das pessoas nas inúmeras realidades. O Documento de Aparecida já enfatizava o pensamento inclusivo no capítulo  “Família, pessoas e vida.” É só recordar.
Que todos se percebam incluídos no seio da Igreja Mãe, pois ela é, aqui na terra, o espaço humano do coração do Pai.
Eis o olhar e a denúncia sábia, sensível e sinalizadora do papa Francisco, no recente Sínodo da Família: “A família é desprezada, é maltratada, e o que se pede a nós é reconhecer a beleza, a autenticidade e bondade que é formar uma família, ser família hoje; o indispensável que é isto para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”.
Maria Mãe, leve a Igreja e o povo a Belém. Amém!

Fonte: Familia Crista ed. 948
Inserido por: Família Cristã